Thursday, September 6, 2007

Why must we gaze at the same deceiving option
over and over again? As for me,
I long for the subtle silence of waterfalls
Sun inspired, sun perspired
Living the hazards of mortality is an impossible adventure
if you do not let go of the lies you are told since you are born
Misleading concepts of perfection
Get rid of them while you can
We watch worldwide massive architectured destruction
of lives and dreams
while the numbed watch goes counter-clock-wise
Ignorance perpetrates hatred
Perpetration of hatred is based on
a very carefully elaborate system of blindfolding
Western civilization is blinded by
the shadows of their own unconscious
death principle
We desperately need to
REDEFINE the fittest
in the survival of the fittest.
See, desire follows a path
that has to be clear of any layered
past wounds that get stuck, preventing it from
following its course
Beware of these unwanted layers
Desire is the ultimate mechanism for action and inaction
There are times when desire has to be kept in stock,
but never stuck.
The confusion between these two can be soul lethal
The thing about expectations is that
you will never be able to get what you want
in the exact proportion of your selfish ego needs
Do you think you can feed me with your dreams?
Well, you can´t.
The reason?
I don’t have to choose between your dreams and my dreams.
You have your own. And I have mine.
Perhaps

we
can
may
could
possibly meet
somewhere
in-between?
(Blue Crystal Eagle)

Love on a Tray

Slashing blades of childhood memories
Skinny dolls and no comfort
at the beginning of the rainbow
of long lost teddy bears
The pot of home made guava
Sweet, sweet, sweet, high on the counter
And she said
“Eat your own sorrows
You´ll have many”
The little frowned girl was so scared
She felt even smaller in her princess sandals
And she imagined she was that actress she saw on
the black and white TV screen
Salome was her name
She was petrified at how
- out of love? -
the grown up queen had that man´s head cut off
on a silver tray
She could not understand
But she could.
(Blue Crystal Eagle)

Monday, August 6, 2007

Wakanyeza! Mendota Mdewakanton Dakota


A história de luta pela preservação da língua e da cultura Dakota travada pela comunidade Mdewakanton Dakota de Mendota, em Minnesota, Estados Unidos, merece ser contada. Os índios Sioux se dividem basicamente em três subgrupos linguísticos - Dakota, Nakota e Lakota – e em sete nações: Mdewakanton, Wahpeton, Wahpekute, Sisseton, Ihanktowana, Yankton e Teton. As quatro primeiras nações fazem parte do grupo linguístico Dakota.
Há documentos que permitem provar que o grupo Mdewakanton de Mendota já havia se estabelecido nas margens do rio Minnesota, na região hoje conhecida por vila de Mendota nos anos de 1700. Os comerciantes de pele franco-canadenses migraram para a região de Mendota, e estabeleceram uma relação amistosa com os Dakota até o início de 1800. Vários destes comerciantes se casaram com mulheres Dakota. Com a criação das reservas indígenas, tudo mudou. O terrível inverno de 1861, aliado ao atraso na entrega de provisões por parte do governo, causou a revolta dos Dakota em 1862, uma guerra que durou seis semanas. Como consequência, 392 homens Dakota foram presos para, posteriormente, serem executados. Com a intervenção do então presidente Lincoln, somente 38 dos 392 presos foram de fato executados por enforcamento na cidade de Mankato, dia 26 de dezembro de 1862.

Um fato que deixou marcas profundas na comunidade indígena local foi o chamado “campo de internação” na ilha Pike, área conhecida hoje como parque do Forte Snelling. A ilha Pike localiza-se exatamente na confluência dos rios Minnesota e Mississippi, local sagrado para os anciões Dakota, uma vez que tal confluência de águas representa, para eles, “o centro do Universo”. 1600 mulheres, crianças e anciões Dakota foram detidos e mantidos prisioneiros de 1862 até 1863, e mais de 300 morreram de sarampo, de fome ou frio.

A população de Minnesota, apavorada, exigiu que os Dakota que sobreviveram ao enforcamento e ao campo de internação fossem expulsos do estado. Vários Dakota foram, então, levados de barco para Crow Creek, na Dakota do Sul. Alguns acabaram mudando de lá para a Reserva Santee, no estado de Nebraska. Alguns anos depois, algumas famílias Dakota decidiram voltar para Minnesota, juntando-se aos familiares ou àqueles que haviam decidido ficar em Mendota. Estima-se que havia 75 famílias residindo em Mendota no final da década de 1860.
Em 1887, o ato de demarcação de terras indígenas conhecido por “Dawes Act” transformou por completo as comunidades locais, na medida em que trouxe o conceito de propriedade privada para os Dakota. O governo dividiu as terras em pequenos lotes para a população indígena “viver do plantio”. Estima-se que 90.000 índios acabaram ficando sem terra alguma durante os anos seguintes, já que várias famílias não tinham como manter a produção, sendo obrigadas a vender as terras quase de graça. Juntamente com a forçada sedentarização, foi implantado o processo civilizatório com a proibição da utilização da língua Dakota e da realização de cerimônias sagradas. Tal proibição só foi oficialmente revogada em 1978, quando o congresso norte-americano aprova lei que garante a liberdade para prática de cerimônias nativas em território nacional.

Os 250 atuais membros da Comunidade Dakota Mdewakanton de Mendota, embora descendentes dos Dakota, ainda aguardam reconhecimento oficial do governo norte-americano para obtenção do status de “índio”, calculado através da porcentagem de sangue indígena.

"Indivíduos que não pertencem a tribos reconhecidas pelo governo federal podem se tornar elegíveis para receberem benefícios sociais como índios através do sistema de reservas ao comprovarem ao BIA (Bureau of Indian Affairs) que eles têm cinqüenta por cento ou mais de sangue indígena. Modificações propostas pelo BIA nas regras para o reconhecimento indígena através da porcentagem de sangue indígena estão sendo vistas por muitos índios americanos como uma estratégia do governo federal para reduzir suas obrigações para com as populações indígenas (Rocha, 2000). Além disso, atualmente, poucas sociedades indígenas constituem comunidades culturais homogêneas. Esta questão é muito evidente no caso de (re)emergência étnica entre populações camponesas nas áreas mais densamente povoadas do Brasil. Muitas comunidades são pluriétnicas e freqüentemente abrangem pessoas com identidades sociais híbridas, conseqüências de políticas indigenistas. Enquanto surgem processos de revitalização cultural e emergência étnica, as mesmas populações estão sendo englobadas pelas sociedades nacionais, criando situações cada vez mais complexas." (In: Baines, Stephen G. “Organizações indígenas e legislações indigenistas no Brasil, na Austrália e no Canadá”. Disponível em: http://br.monografias.com/trabalhos/legislacoes-indigenistas-brasil-australia-canada/legislacoes-indigenistas-brasil-australia-canada.shtml. Acesso em 6 de agosto. 2007.)

A comunidade vem oferecendo aulas de língua e cultura Dakota nos últimos dez anos, gratuitamente, como uma tentativa de evitar a completa extinção da língua. Dados do censo de 2001 atestaram somente 28 falantes fluentes de Dakota no estado de Minnesota, quase todos na faixa dos 60 anos. Além da luta pela preservação da língua e da cultura Dakota, a comunidade pretende abrir uma escola charter, um tipo de escola pública não administrada por um distrito escolar. Se o pedido for aprovado pelo Departamento de Educação de Minnesota, a escola atenderá alunos nos primeiro cinco anos de educação escolar (o chamado “K-5”) e incluirá no currículo questões da tradição cultural indígena norte-americana e terá o nome de Wakanyeza Charter School. Wakanyeza significa “pequeninos sagrados”, um nome doce e sugestivo para um projeto que aposta nas gerações futuras...
(Blue Crystal Eagle)

Thursday, July 19, 2007

Brazilian Indigenous Music by Marlui Miranda


Marlui Miranda embodies the sounds of Amazonian Indigenous sounds, showing an outstanding respect for the the communities she lived with, learning the indigenous languages well enough to sing the songs perfectly, according to the tradition. She started her journeys through the Amazon more than 30 years ago, a pioneer and a brave woman to adventure in the tropical forests. "Marlui also makes sure the Indians benefit financially from the recording. The tribes receive the money, because the music belongs mostly to their tradition and not to a specific person. The hard part is getting the money to them...no bank accounts, as you can imagine, and for the most part, no mail service. So, she has to wait until someone goes to wherever they are to bring them the money. And sometimes, they ask to be paid in pencils or books or any need they have." (from: http://www.maria-brazil.org/ihu.htm). The song "Araruna" and the cd "Ihu Todos os Sons" is a master-piece. Blessed be, Marlui Miranda.


O trabalho de Marlui Miranda incorpora sons de várias nações indigenas brasileiras. Cantando com perfeição na língua indígena, Marlui é fiel à tradição vocal dos índios, embora esta guerreira/pioneira afirme que suas canções são interpretações artísticas, sem pretensões etnográficas. “Marlui faz questão de repassar parte do lucro de seus cds para as tribos, já que a autoria das canções pertence à comunidade. O difícil é fazer o dinheiro chegar até eles, sem contas bancárias, e na maioria, sem serviço postal. A tarefa fica por conta dos conhecidos que estarão de passagem pelas aldeias. Às vezes, os índios pedem o pagamento em lápis, livros ou quaisquer outros itens que estejam precisando. (De: http://www.maria-brazil.org/ihu.htm).
A canção “Araruna” e o cd “Ihu Todos os Sons” são obras primas. Bençãos a você, Marlui Miranda.

Monday, July 9, 2007

Starbucks signs licensing agreement with Ethiopia./ Starbucks assina contrato com Etiopia


In a major victory last week, Starbucks and Ethiopia finalized an agreement that ends their trademark dispute and brings both sides together in a partnership to help Ethiopian farmers. Oxfam has been campaigning vigorously for this agreement since November, as the agreement has the potential to give these farmers a fair share of the profits for their world-renowned coffees. Click here to view a personal “Thank You” video from Oxfam America President Raymond C. Offenheiser and some of the Ethiopian farmers who will benefit from this agreement. (Source: http://www.oxfamamerica.org/) / Finalmente a Starbucks entra em acordo com os produtores de cafe da Etiopia, apoiando a tentativa do país de ganhar marcas registradas, acreditando no benefício que isto trará aos produtores. Oficiais da Etiópia "saudaram o acordo como uma vitória aos produtores de café, às companhias com as quais o país negocia e aos consumidores. 'Este acordo marca um importante marco em nossos esforços para promover e proteger as designações de cafés especiais da Etiópia', disse o diretor geral do Serviço de Propriedade Intelectual da Etiópia, Getachew Mengistie. 'Ter o comprometimento e o suporte da Starbucks nos ajudará a aumentar a qualidade dos cafés finos etíopes e melhorar a renda dos produtores e comerciantes'." (Fonte: http://www.abic.com.br/asp/noticias_noticia.asp?cod=6647)

Friday, June 15, 2007